quinta-feira, 21 de junho de 2018

Aula de teatro




Começa o jogo...
Falar sem palavras sobre o que vai no pensamento e na alma...
Contar uma história sem apoio visual ou sonoro, sejam gestos ou mímicas
Criar um personagem tão denso, que basta olhar para ele que já conseguimos saber o seu ontem e o seu hoje

Isso é uma aula de teatro

Um lugar onde nos sentimos muito mais humanos, mais frágeis, muito mais complexos
Onde o ofício de atuar é uma profunda missão de sensibilidade e de verdade
Quando o olhar, o sorriso e o silêncio desvendam o (des)prazer de sermos únicos e tão profundamente sós...

Isso é uma aula de teatro

Desse quando e onde, a volta pra casa acontece com o coração temperado de amor
E de gratidão
Por sermos vivos, por sermos livres e tão maravilhosamente loucos...

Sobre as cartas de amor


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As cartas, sobretudo, as de amor, são o registro material mais íntimo.
O (d)escrever com as mãos é um ato de amor, de dor...

Como desenhar com palavras o que vai no fundo do abismo
Como voltar à tona do mergulho mais profundo

Transformar em objeto concreto o invisível mais percebido

Seguir umedecendo o papel com tinta e lágrimas
Quanto mais o escrever sobre o sentir acontece
Mais claro o sentimento de desvenda

O papel enruga e cede aos apelos dos líquidos
Um que desenha
Outro que embaça

E segue jogo de transferência
De explosão

E de amor...

quinta-feira, 14 de junho de 2018

51

Mente ociosa
Um amplo campo fértil inexplorado.
Um latifúndio em tempos de fome.

Me nego a mergulhar e viver apenas na rotina.

Como encontrar o que me dá prazer e
me faz sentir produzindo?

Escrever
Criar
Inovar

Me agarro a esse caderno como um fiel amigo

E que as ideias fluam neste lindo dia de maio...

2018
Obs: Depois de quatro anos sem publicar no blog, o mês de maio veio como um presente!

Aqui dentro

Ontem, entendi o que busco tanto
fora de mim
Algo que me estimule, me ocupe, me preencha...

Que equívoco!

Busca vã
Foco absurdo
Preciso mergulhar
bem
F
U
N
D
O

dentro de mim

Olhar direto
Olhar sincero
De quem entendeu
que o que tanto busca

não existe fora.

Aqui dentro,
estão as respostas.

E só de entender isso
Já sinto que comecei a (me) encontrar.

31/05/2018

Viajar

Vivo aqui
Na areia à beira mar
Debaixo desse sol
que agora só aquece e ilumina.
Mas sempre quero ir a algum lá...

Um lá ma montanha
Um lá na Europa
Um lá na América Central
ou
mesmo na América do Sul

Busco lá uma fuga

ou

uma experiência?


31/05/2018

O poema das Rosas


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Sou Rosa (1)
Eu também sou Rosa (2)
Eu também sou Rosa (3)

Todas somos Rosas (1,2,3)

Arrancadas de nossos sonhos (3)
Despetaladas de nosso papel de mulher (1)

Os espinhos dessa vida sangram em nossa alma despedaçada (2)
De doação (3)
De anulação (2)
De submissão (1)

Sou rosa despetalada (2)
Sou rosa murcha (3)
Sou rosa seca (1)

Sou Rosa sem perfume (3)
Que minhas pétalas renasçam  (2)
Que meu viço viva em outros brotos (1)
Que o frescor e o aroma sobrevivam à decrepitude (2)
Do medo (1)
Da angústia (2)
Da finitude (3)

QUE VENHAM NOVAS ROSAS... (1,2,3)

Elaine Vianna
Maio/2018



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A instalação no Centro Cultural de Belém (Lisboa) propôs que escrevêssemos sobre o poema "O poema ensina a cair" de Luiza Neto Jorge.

Saiu o que se segue:

Cair ou levantar?
Uma questão de perspectiva
Os solos que nos amparam são
as molas que nos lançam

Numa troca de posições
Que confundem
Confrontam
Convergem

Não existe o cair ou levantar
O que há é o "calevantar".


Instalação de Helena Almeida , em 06/07/2014.