sábado, 17 de abril de 2010

Mother

Assisti ao filme coreano. Diferente ritmo, diferente linguagem, uma linda cena de água derramada...Mas, invariavelmente o que marca, principalmente para nós, mães que somos, foi o alerta acerca da influência que temos na compreensão que os nossos filhos têm do mundo.
Ali, um rapaz com problemas de desenvolvimento mental, tem na figura da mãe ao mesmo tempo um porto seguro e um elemento a ser contestado. Claro, as mães são seres contestáveis. No entanto, seu comportamento é completamente influenciado pela orientações daquela mulher.
Em algum momento de sua infância, o rapaz ouviu dessa mãe que, se alguém o xingasse de "retardado", a sua reação deveria ser agressiva. Seria clichê achar aque essa era a postura da mãe ao se deparar com um filho limitado e dependente?
O fato é que ao definir as posturas que o seu filho deveria ter diante das diversidades, ela assumiu o roteiro completo, manipulando e "organizando" a desordem daquela vida conturbada.
Deveria ser esse o papel de toda mãe? Assumir que, diante da impossibilidade de transformar uma situação de imperfeição de sua cria, caberia a ela, então, interceder para que o mundo se adaptasse a ele?
Queremos que nossos filhos sejam felizes, queremos que tenham sucesso, sejam saudáveis, amados e aceitos. No entanto, não podemos perder de vista o fato, para algumas muito doloroso, de que os filhos de hoje deverão ser capazes de serem homens e mulheres responsáveis, independente de suas limitações.

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